Com o passar do tempo, quero dizer anos, comecei a me conscientizar das necessidades do meu corpo. Meu encantamento pelos alimentos foi tanto, que me levou a estudar profundamente o assunto, estudei enfermagem, formei-me e trabalhei como dentista e formei-me e trabalho atualmente como nutricionista. A NUTRIÇÂO me encantou, como tudo o que nos é dado pela natureza pode ajudar e nos proteger.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Mãe: educadora e provedora
terça-feira, 16 de março de 2010
Intolerância Alimentar na infância

Na maioria das vezes, os termos "alergia" e "intolerância" são utilizados de forma incorreta, como sinônimos, para representar uma situação orgânica adversa a algum alimento ou substância alimentar.
Podemos definir as alergias como uma reação exagerada ou uma hipersensibilidade do sistema imunológico a determinadas substâncias estranhas ao nosso organismo, sendo os alimentos, em alguns casos, o agente desencadeador dessa reação. A pessoa alérgica quando exposta a determinado alérgeno (elemento que causa alergia), ativa o sistema imunológico que cria anticorpos para destruir a substância causadora da reação alérgica no organismo. Esses anticorpos especificamente associados às alergias são chamados de anticorpos IgE (abreviação de Imunoglobulina E). A IgE é uma proteína do sistema imunológico que atua como sinalizador.
Portanto, a alergia alimentar envolve um mecanismo imunológico, sendo mediado principalmente por IgE, o qual ocorre dentro do trato digestivo, gerando sintomas após a ingestão do alimento.
Pode ser desencadeada por quaisquer das proteínas da dieta habitual, sendo mais freqüentemente devido às proteínas do leite de vaca, soja, ovo, trigo, carne de vaca, frango ou peixe, amendoim, milho, e mais raramente, às proteínas contidas nos legumes, verduras e frutas.
Já o termo intolerância alimentar refere-se a qualquer resposta anormal a um alimento ou aditivo, sem envolvimento de mecanismos imunes. As reações adversas ocorridas na intolerância podem ser causadas por toxinas produzidas por bactérias, fungos, animais marinhos (ostras e atum); agentes farmacológicos como cafeína (café, chá, cacau), histamina (peixe, vinho, cerveja, chocolate, queijos), teobromina (chocolate, chá), tiramina (queijo, abacate, laranja, banana, tomate); erros metabólicos por deficiências enzimáticas, dentre as quais estão as dissacaridases (lactase, sacarase-isomaltase, galactase); idiossincráticas a um alimento ou substâncias químicas no alimento, nos quais estão envolvidos os aditivos alimentares como conservantes, intensificadores de sabor (glutamato monossódico), agentes corantes, como a tartrazina (corante responsável pelo tom amarelado nos produtos, como gelatinas, balas, sucos em pó).
Reações adversas a alimentos são mais comuns em crianças de baixa idade, o que pode ser relacionado, em parte, com os hábitos de alimentação da população avaliada.
A incidência da alergia alimentar dá-se principalmente dentro dos primeiros seis meses de vida, afetando especialmente lactentes que receberam aleitamento natural por um período de tempo muito curto ou então, aqueles que se viram totalmente privados da prática do aleitamento natural.
A intolerância ao leite de vaca é um fenômeno observado com freqüência na prática pediátrica. A intolerância aos carboidratos do leite ocorre principalmente durante o estado agudo das diarréias graves e, nesses casos, a alimentação com fórmulas à base de leite de vaca prolongam a diarréia que, algumas vezes, torna-se crônica.
O estabelecimento do diagnóstico da alergia alimentar deve ser cuidadoso, pois implica em restrição alimentar que, se realizada inadequadamente, pode causar déficit pôndero-estatural e prejuízos sociais ao paciente. Os principais destaques para o diagnóstico da alergia alimentar são:• história compatível;• regressão dos sintomas com a exclusão do alimento suspeito;• retorno dos sintomas com a reintrodução do alimento (teste de provocação oral ou desafio);• testes laboratoriais e/ ou cutâneos positivos.
Terapia Nutricional
A única terapêutica comprovada para alergia alimentar é a dieta de exclusão, ou seja, a eliminação total do alimento causador, fazendo-se necessária orientação aos pais, principalmente no que se refere à leitura dos rótulos dos alimentos, sendo ensinados quanto aos vários sinônimos comuns em alimentos industrializados e quanto a adaptação de recipientes utilizados. Os parentes mais próximos e educadores também devem ser orientados garantindo, assim, a realização da terapia e a total exclusão dos compostos alérgenos. Para a dieta de exclusão, tem sido definido como ideal um período de tempo mínimo de oito semanas.
A dieta deve ser adaptada a cada paciente e a certeza de sua realização deve ser sempre confirmada. É comum os pais de crianças com alergia alimentar (que seguem dieta de exclusão com sucesso), depararem-se com familiares e amigos que não acreditam no diagnóstico da alergia alimentar e oferecerem alimentos proibidos à criança, causando reações.
Muitas vezes, os hábitos alimentares de toda a família é modificado e as idas a restaurantes torna-se um problema. As chances de contaminação cruzada em restaurantes durante o preparo e a cocção são muito altos, pois é comum a prática de cozinhar vários tipos de alimentos em um mesmo utensílio. Como resultado, a comida frita pode conter proteínas de outros alimentos cozidos no mesmo óleo. Recomenda-se que a criança com alergia alimentar prefira alimentos de preparo simples, como batata assada, vegetais cozidos no vapor, carnes cozidas.
As fórmulas à base de proteína de soja são utilizadas com freqüência no tratamento da alergia às proteínas do leite de vaca e nas intolerâncias aos carboidratos contidos no mesmo 7. Porém, deve-se ter atenção ao uso dessas fórmulas, pois apresentam limitação devido à ocorrência de hipersensibilidade em até 50% dos casos.
Lactentes com diagnóstico de enterocolite induzida pelo leite de vaca devem passar a receber fórmulas hipoalergênicas, considerando que 50% desses, podem desenvolver enterocolite quando alimentados com fórmulas à base de soja.
A probabilidade do desaparecimento dos sintomas parece depender da aceitação da dieta de exclusão e do alimento específico que provoca os sintomas. As alergias ao amendoim, nozes, peixes e a outros frutos do mar são as de maior duração, possivelmente persistindo por toda a vida.
Recomenda-se que as crianças alérgicas sejam submetidas ao desafio alimentar a cada 1 ou 2 anos. No caso do amendoim, nozes e frutos do mar, o desafio deve acontecer a cada 4 ou 8 anos, para determinar se a alergia persiste. Não existem evidências de que os indivíduos que se tornaram livres da alergia alimentar desenvolverão novamente uma reatividade sintomática após a reintrodução do alimento na dieta.
Na dieta de exclusão de leite e substitutos, é importante monitorar a ingestão de cálcio, vitamina D e riboflavina. A diminuição dos níveis de cálcio pode contribuir para a redução da massa óssea, o que favorece fraturas na infância e o aparecimento de osteoporose na idade adulta.
Crianças com alergia múltipla devem ser encaminhadas para um profissional Nutricionista para assegurarem-se que a dieta de eliminação da criança seja nutricionalmente adequada.
• Para os casos de intolerância à lactose, a indústria leiteira colocou no mercado leites nos quais a lactose foi previamente hidrolisada em até 80%, tornando-os toleráveis. Podem ser encontrados em forma líquida ou em pó - esse último é mais facilmente encontrado.
Outras alternativas à substituição do leite de vaca nos intolerantes à lactose são: a utilização de produtos lácteos fermentados, como iogurte, no qual a lactose é parcialmente hidrolisada, ou substituição do leite por fórmulas à base de proteína de soja que possui, como fonte de carboidrato, a sacarose ou a dextrino-maltose.
Nos casos de intolerância congênita à lactose, que se caracteriza pela ausência ou intensa deficiência isolada de atividade lactásica, que acomete crianças recém-nascidas, a terapia indicada é a exclusão de leite materno, leite de vaca e cabra (utilizados por nossa população). Indica-se, nesses casos, o extrato de soja, preparado a partir do grão, ou fórmulas lácteas sem lactose. Os demais alimentos podem ser introduzidos mais tardiamente, como os vegetais, frutas, carnes e ovos. É preciso estar atento ao uso de alimentos industrializados, pois costumam conter leite em sua formulação, como chocolates, bolachas, bolos, sorvetes de massa e muitos outros.
O conteúdo de lactose em iogurtes mantém-se em níveis de 70 a 90% comparado ao leite integral. A tolerância ao iogurte nos pacientes hipolactásicos, deve-se, provavelmente, à atividade da β-galactosidase existente no mesmo, pois age no duodeno, desdobrando a lactose do alimento ingerido.
Observa-se nível baixo de lactose nos queijos, porém com grande variabilidade segundo os tipos de queijos estudados. Os queijos nos quais não ocorre retirada da maior parte do soro, como os tipos minas frescal, coalho e requeijão, apresentaram valores superior a 1,0 g %, enquanto que nos demais como, muçarela, prato, gouda e estepe, os valores ficaram entre 0,03 e 0,3 g %.
A quantidade habitualmente consumida pela população (uma fatia média corresponde a cerca de 40 g) deve ser bem tolerada pela maioria dos hipolactásicos.Em muitos casos, a intolerância à lactose faz com que pessoas reduzam ou eliminem leite e derivados de sua dieta. Esses alimentos são a maior fonte dietética de cálcio, por isso é importante que se estabeleça a tolerância alimentar para que se determine um consumo diário em uma dose que a pessoa sinta-se confortável, ou seja, que não apresente sintomas.
Texto de:segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Natal

Está chegando o Natal. Tempo de começarmos a pensar em muitas coisas, como comida, presentes...Vamos um pouco mais, como perdoar pequenas rusgas familiares, grandes diferenças inesplicáveis, raivas embutidas dentro de nós que nos corroem.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Oleaginosas

Por Taise de Queiroz Bertoldi
Esses alimentos podem proporcionar benefícios à saúde e acrescentar sabor e textura às receitas
Uma alimentação equilibrada e saudável também precisa ser variada. Incorporar na alimentação diária o consumo de sementes e oleaginosas é um hábito importante a ser adotado por conta dos benefícios que pode proporcionar. Esses alimentos ajudam no bom funcionamento do organismo, além de serem ricas fontes de nutrientes necessários à nossa saúde.
As frutas oleaginosas, como as nozes e as amêndoas, são boas fontes de fibras, vitaminas e minerais, não contêm colesterol e são ricas em gorduras mono e poli-insaturadas – substâncias que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e a diminuir níveis do LDL (o colesterol ruim).
Apesar de conterem gorduras saudáveis, esses alimentos devem ser ingeridos com moderação, pois são altamente calóricos. Além disso, algumas oleaginosas apresentam também gordura saturada e são acrescidas de sal, o que pede mais precaução. Consumir com frequência, mas em pequena quantidade, é a melhor receita para obter os benefícios e evitar prejuízos. A seguir, veja exemplos de frutas oleaginosas e seus nutrientes:
§ Amêndoa: contém vitaminas B2 e E, cálcio, ferro e zinco, além de ser rica em gorduras monoinsaturadas.
§ Noz: rica em minerais como potássio, cálcio, ferro, magnésio e zinco. Possui também antioxidantes e ácidos-graxos ômega-3.
§ Castanha-de-caju: possui ácidos graxos essenciais, carboidratos, fibras, proteínas, vitaminas do complexo B, ferro, zinco e gorduras.
As sementes são nutritivas, mas também bastante calóricas e gordurosas. Veja dicas de como incorporá-las em sua alimentação e saiba quais benefícios algumas delas podem proporcionar:
§ Semente de linhaça: quando estiver triturada, pode ser misturada em iogurtes, sucos e vitaminas. É rica em fibras e ômega 3.
§ Semente de gergelim: utilizada em decoração de pães e biscoitos, essa semente também pode servir como tempero. É uma boa fonte de proteína, cálcio, ferro e niacina (composto que, entre outras funções, atua no desenvolvimento e manutenção da pele, intestino e sistema nervoso).
§ Semente de abóbora: pode ser consumida cozida ou crua e misturada em alimentos como um risoto ou em saladas. Possui boa quantidade de proteína e fósforo.
À medida que você for se familiarizando com esses alimentos, será mais fácil encontrar formas de acrescentá-los nas refeições. Com criatividade e disposição, esse será um hábito gostoso, divertido e saudável de aderir. Experimente!
Fonte: Guia Veja de Medicina e Saúde volume 15
Conteúdo aprovado pelo coordenador técnico-científico do Portal Unimed.
Material produzido e disponibilizado pelo Portal Unimed.
Enviado dia 24 de novembro de 2009 por:
Dra. Isabela M. B. David
Médica Nutróloga (CRM-SC: 6356)
Título de Especialista em Nutrologia
Diretora de Atividade Científica da ABRAN
Coordenadora Científica do Departamento de Informática da ABRAN
Envie seu comentário sobre este artigo e sugestões para:
isabela@abran.org.br
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Slow Food

Os adeptos ao slow food valorizam o momento das refeições, o resgate das sensações envolvidas no ato de comer e propõem desvendar o que está por trás da produção dos alimentos.
O que identifica essa prática alimentar são atitudes simples que podem até fazer parte do dia-a-dia de muitas pessoas que não sabem da existência do movimento. O mais importante mesmo é conhecer os princípios do slow food, para incorporá-los nos hábitos diários, visando uma melhor qualidade de vida. Atitudes benéficas a todos.
Muito do que propõe o slow food complementa as recomendações que permeiam uma alimentação saudável, como: consumir alimentos gostosos e nutritivos, estar bem informado sobre a procedência dos produtos, apreciar as formas e cores da comida, deixando-se envolver com as sensações.
Algumas atitudes vão ajudar a beneficiar não apenas quem as pratica, mas também o meio ambiente. Como? Basta utilizar alimentos que foram produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto os produtores, por exemplo.
O ritmo acelerado da vida moderna modificou o modo de viver do homem e a alimentação não ficou de fora disso. Melhorá-la só traz benefícios para o organismo e, mesmo que não se consiga colocar tudo em prática, seu corpo merece que você tente.
Fonte: Revista Vida Simples e Manual de Alimentação Saudável, da Unimed do Brasil
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Escolhas para o verão

Taise de Queiroz Bertoldi e Designer: Pabla Vieira
Água–de-coco ou caldo de cana? Compare alguns valores nutricionais e escolha
a sua bebida preferida para o verão
Com o verão chegando, algumas bebidas começam a ser consumidas com mais
frequência. É o caso da água–de-coco e do caldo de cana. Ambas combinam com
praia e calor e, geralmente, são vendidas nos mesmos lugares. No entanto, os
sabores e alguns valores nutricionais são bem diferentes.
Na tabela da série Sabor em Números, é possível saber melhor o que cada uma
dessas bebidas pode fazer pela sua saúde. O caldo de cana, por exemplo, possui
mais calorias, podendo não ser a melhor opção para quem quer emagrecer, mas
também possui mais carboidrato, que é uma importante fonte de energia para o
funcionamento do corpo.
Já a água-de-coco apresenta, por exemplo, grande quantidade de potássio, que está
envolvido, junto com o sódio e o cloro, na manutenção do balanço hídrico, além de ser
fundamental à atividade das células nervosas.
Para você conhecer melhor os nutrientes presentes nessas duas bebidas e escolher a
sua preferida para o verão, fique atento à tabela!
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos do Ministério da Saúde e Guia Veja de
Medicina e Saúde – Volume 15.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Conselhos...

•Comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.
•Pensar positivamente. Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais facilmente.
• Ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família.
• Conhecer a si mesmo. Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o "ser" sobre o "ter" têm 35% de probabilidade de viver mais tempo.
